Mostrar mensagens com a etiqueta Dança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dança. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dez anos de Teatro Helena Sá e Costa



Teatro Helena Sá e Costa faz dez anos e acolhe cada vez mais projectos alternativos


A programação da sala para o ano de 2010 já está definida. O Helena Sá e Costa tem vindo a ocupar espaço deixado vago pela maior indisponibilidade do Teatro Municipal Rivoli.

Já são quase dez anos, e não há razões para parar. O Teatro Helena Sá e Costa (THSC), no Porto, comemora em Abril o seu 10.º aniversário, apostando numa linha de "continuidade" em relação àquilo que tem sido. Traduzindo: um espaço de função dupla, acolhendo projectos artísticos do estabelecimento de ensino a que pertence, a Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) do Instituto Politécnico do Porto, e (cada vez mais) propostas de companhias teatrais do país.

Luísa Moreira, directora de produção do THSC, sublinha que, nos últimos anos, o palco tem sido cada vez mais ocupado por companhias confrontadas com a falta de alternativas no Porto. "À medida que a cidade vai perdendo palcos onde seja possível apresentar espectáculos, nomeadamente o Rivoli, surgimos como algo mais visível, mais ecléctico. A quantidade de dossiers e de projectos de teatro que temos recebido é bastante grande. Por cada espectáculo que acolhemos, há dois ou três para as mesmas datas que não podemos receber", diz.

A responsável, desde Março de 2009, pela produção artística do THSC, não tem dúvidas sobre a "desproporção entre a quantidade de produção artística profissional e a pouca quantidade de espaços" disponíveis no Porto, e parece encarar esta realidade como uma oportunidade a não perder. Exemplo? A programação para 2010 inclui, em Março, a Semana de Teatro Físico e Novo Circo (de 18 a 27), uma experiência totalmente nova no Helena Sá e Costa. "Durante mui-tos anos, o Rivoli foi mostrando o novo circo com alguma regularidade, e quando isso deixou de ser possível, não existiu, no Porto (até agora), um palco que mostrasse o que se vai fazendo nessa área. Estamos a tentar avançar com este projecto para dar espaço a estes projectos, a nível nacional", explica.

Propriedade do IPP, o Teatro Helena Sá e Costa acolhe as produções artísticas da ESMAE, nas áreas de música, teatro, dança e vídeo, enquanto acolhe, em simultâneo, companhias teatrais de todo o país. Esta diversida-de de programação permite-lhe ter um público heterogéneo - que passa pelo próprio corpo docente e estudantil da ESMAE, mas também pelo resto da população, que, defende Luísa Moreira, "tem normalmente escolhas bem definidas em termos daquilo que quer ver".

Este ano, as celebrações do 10.º ani-versário prolongam-se até Dezembro, mas é em Abril que estarão mais em destaque. O aniversário deverá ser assinalado com a estreia mundial do concerto Tuba"n Saxe"s Company marcada para o dia 19. Três dias depois, a 22, será tempo de nova cele-bração, com o espectáculo Canto deIntervenção, promovido pela Associação José Afonso e inserido nas comemorações dos 80 anos de nascimento do "cantautor".

O THSC foi construído de raiz, entre 1996 e 1999, no local onde estava um pátio da antiga Escola Normal, seguindo um projecto do arquitecto Filipe Oliveira Dias. Apesar da sua vocação como teatro-escola, mantém as portas abertas à participação de artistas externos e foi um dos palcos a receber parte da programação oficial da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura."


Artigo de Patrícia Carvalho, in Público

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Festival de Artes do Palco - Eclipe Total

"O "encontro de sensibilidades" proporcionado pelo Eclipse Total - festival de artes do palco - já chegou ao Porto. Até 15 de Setembro, vários locais da cidade vão ser transformados em espaços intensivos de criação, formação e apresentação de trabalhos e performances preparadas por uma vasta equipa de criadores e produtores da associação cultural Eclipse Arte.
O Teatro da Vilarinha, o Parque da Cidade, a Estação de São Bento, as praças da Batalha e da Ribeira, as praias de Matosinhos e a Serra do Pilar, em Gaia, são os cenários eleitos para esta sexta edição do festival de artes performativas que, este ano, surge com uma novidade: o lançamento da Cine-TV Eclipse, uma plataforma digital que vai acompanhar, em tempo real, o desenrolar do festival.
"Além da Cine-TV, a novidade reside essencialmente nos espectáculos que vão ser apresentados", conta António Rodrigues, director artístico da Eclipse Arte. A peça O Mestre e o Discípulo vai ser, de acordo com António Rodrigues, "um dos pontos altos do festival". Este é uma peça que fecha o ciclo O Coração do Actor que a Eclipse Arte desenvolve desde 2006, tendo como tema central o Actor Santo.
António Rodrigues refere ainda que um dos aspectos positivos do festival é apostar "no lançamento de artistas emergentes", destacando nomes de Júlia Oliveira, que promete, no dia 5, despertar os sentidos do público com uma actuação "cantada e contada", de Giancarlo de Aguiar, responsável pela direcção de um workshop dedicado ao "desenvolvimento dos arquétipos representantes dos atributos humanos" que tem início no dia 8, e de Daniela Andana Ferreira, jovem bailarina que vai apresentar uma performance de dança.
Este 6.º Festival de Artes do Palco tem como lema Cada ser... uma só voz, numa tentativa de mostrar que é possível "agregar diversos artistas numa linguagem harmonizada", seja através da música, do teatro, do cinema ou da dança. "Esta é uma forma de enriquecer o público", esclarece António Rodrigues.
O Eclipse Total vai dar a oportunidade a jovens talentos de participarem no Estágio Internacional de Jovens Actores e Performers, na sequência do qual podem ser integrados na Eclipse Companhia de Arte"

in Público

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Olga Roriz no Museu da Quinta de Santiago - Interiores



"Este projecto parte de uma encomenda da Câmara Municipal de Matosinhos para uma nova criação da Companhia.

Com as características de um site-specific, a criação decorrerá durante a residência de, aproximadamente, 1 mês na casa Museu Quinta de Santiago.

Nesse mês de residência iremos habitar esse local vivendo as suas características específicas e utilizando o seu cenário natural para aí criar e apresentar uma série de 11 espectáculos.

Este será o 4º projecto site-specific da Companhia após Felicitações Madame I, II e III em 2005 e 2006, os quais tiveram uma enorme repercussão e sucesso públicos e que deixaram uma marca muito forte a toda a nossa equipa, tanto artística como de produção."


Site Oficial

domingo, 5 de julho de 2009

Pina Baush



1940-2009

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Trama 2008

Ora tencionava neste próximo fim de semana fazer jornada dupla para revisitar o filme A melhor Juventude, no Campo Alegre, maaaas entretanto surgiu a 3ª edição do Festival Trama que decorrerá por vários espaços da cidade, como os Maus Hábitos, Passos Manuel, Mosteiro de São Bento da Vitória, etc. Já me decidi! Entre algumas boas opções, uma parece-me merecedora de abdicar da dita jornada dupla no Campo Alegre: Estrelas! Filme de Frederico Léon e Marcos Martinez, no sábado, em mais uma visita nesta semana ao Passos Manuel. A sinopse despertou-me curiosidade (tal como o coro finlandês há dois anos):

"Um grupo de pessoas que vivem em condições marginais descobre uma forma artística e económica de sobreviver, ao representar-se e ao usar as suas casas como cenários. Actores profissionais e ocasionais, realizadores de cinema e poetas da vila, produtores estrangeiros e donas de casa que se tornaram actrizes principais encontram-se e envolvem-se no mesmo projecto artístico. Encontros e desencontros de dois mundos aparentemente opostos. Uma vila miserável adaptada e transformada num enorme plateau de cinema..."