terça-feira, 27 de setembro de 2011
Serralves
quarta-feira, 5 de maio de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Variação de Cultura
Cerca de 15 companhias e criadores da área de teatro, dança e cinema, do Porto, juntaram-se para resolver o problema da falta de "política cultural municipal", criando o movimento Variação da Cultura. Este colectivo fez uma parceria para ocupar a sala-estúdio, onde está presente desde 11 de Fevereiro.
A ideia é apresentar uma programação "continuada e diversificada". Contudo, no primeiro mês de actividade apenas esteve em cena A Norma, do grupo de teatro Palmilha Dentada. Ricardo Alves afirmou que só desde o início de Março é que a programação passou a ser diversificada, arrancando, assim, o conceito da Variação da Cultura.
A sala acolhe desde ontem e até domingo Bórgia, um espectáculo da Esquiva Companhia de Dança. As terças-feiras estão reservadas ao cinema. A partir de 17 estará em cena, de quarta a domingo, O Escadote, da Tenda de Saias, companhia de teatro residente na Fábrica da Rua da Alegria. Está também já pro- gramada a apresentação de Não, de Hélder Guimarães, a partir de 24. A programação inclui, também, as reposições de Noites Brancas, da companhia Chão Concreto e de Confissões de um Carrasco Na Hora de ir para a Cama, do Mau Artista."
in Público
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Criadores querem fazer do Sá da Bandeira a sede da resistência cultural do Porto
"Espectáculos bidiários de teatro, dança e cinema vão combater "problema da falta de política cultural" da cidade. Projecto não tem apoios do Ministério da Cultura. Nem da autarquia
Vão ser dois espectáculos por dia para combater as "carências culturais da cidade" e responder à "falta de espaços para acolher projectos em início de carreira". O projecto Variação da Cultura - que junta cerca de 15 companhias e criadores das áreas do teatro, dança e cinema - alugou a sala-estúdio Latino, no Teatro Sá da Bandeira, e vai apresentar uma programação "continuada e diversificada", já a partir de quinta-feira, explicou Ricardo Alves, da companhia de teatro Palmilha Dentada, um dos mentores da ideia.
"Acreditamos que, mesmo em cenário de crise, é possível dar saltos em frente e criar sinergias capazes de melhorar o cenário cultural que temos", desenvolveu Ricardo Alves.
Para já, o aluguer do espaço é feito por seis meses, mas a expectativa é que seja possível continuar em Setembro.
Ainda o Rivoli
A falta de um local com capacidade para acolher jovens em início de carreira é "inadmissível" numa cidade com quatro escolas de teatro, criticou Ricardo Alves. "Queremos ter uma sala capaz de receber grupos de fora da cidade, que ocupe o espaço que o encerramento do Rivoli deixou".
Este projecto foi estruturado para sobreviver sem apoios: vive do trabalho e da boa vontade de um conjunto de criadores que querem transformar o Sá da Bandeira no bastião da resistência ao deserto cultural em que vêem o Porto transformado nos últimos anos.
A câmara e o Ministério da Cultura ficaram fora do projecto, facto que não parece criar surpresa entre os mentores da iniciativa. "O pelouro da Cultura [da Câmara do Porto] demitiu-se das funções que deve ter há algum tempo", acusou Ricardo Alves, que admitiu nem sequer ter tentado o contacto com a autarquia por esta já ter deixado claro que não apoia financeiramente projectos culturais. As companhias concorreram a um apoio junto do Ministério da Cultura, mas a resposta só deve chegar dentro de alguns meses.
A Casa da Música, o Museu de Serralves e o Teatro Nacional de São João transformaram-se nos "pilares em torno dos quais gira toda a programação cultural do Porto". E isso, apontam os criadores, acaba por "abafar as carências culturais da cidade".
O Variação da Cultura quer contribuir também para a formação cultural dos cidadãos, com um programa que aposta no teatro, em espectáculos infantis - "uma grande carência da cidade", refere Ricardo Alves - e em ciclos de cinema e performances.
A organização acredita que os 87 profissionais do espectáculo e as 15 companhias envolvidos no projecto vão levar ao Sá da Bandeira cerca de 15 mil espectadores nos próximos seis meses, o que corresponde a uma taxa de ocupação da sala de 50 por cento."
Artigo de Mariana Pinto, in Público
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Dez anos de Teatro Helena Sá e Costa

Teatro Helena Sá e Costa faz dez anos e acolhe cada vez mais projectos alternativos
A programação da sala para o ano de 2010 já está definida. O Helena Sá e Costa tem vindo a ocupar espaço deixado vago pela maior indisponibilidade do Teatro Municipal Rivoli.
Já são quase dez anos, e não há razões para parar. O Teatro Helena Sá e Costa (THSC), no Porto, comemora em Abril o seu 10.º aniversário, apostando numa linha de "continuidade" em relação àquilo que tem sido. Traduzindo: um espaço de função dupla, acolhendo projectos artísticos do estabelecimento de ensino a que pertence, a Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) do Instituto Politécnico do Porto, e (cada vez mais) propostas de companhias teatrais do país.
Luísa Moreira, directora de produção do THSC, sublinha que, nos últimos anos, o palco tem sido cada vez mais ocupado por companhias confrontadas com a falta de alternativas no Porto. "À medida que a cidade vai perdendo palcos onde seja possível apresentar espectáculos, nomeadamente o Rivoli, surgimos como algo mais visível, mais ecléctico. A quantidade de dossiers e de projectos de teatro que temos recebido é bastante grande. Por cada espectáculo que acolhemos, há dois ou três para as mesmas datas que não podemos receber", diz.
A responsável, desde Março de 2009, pela produção artística do THSC, não tem dúvidas sobre a "desproporção entre a quantidade de produção artística profissional e a pouca quantidade de espaços" disponíveis no Porto, e parece encarar esta realidade como uma oportunidade a não perder. Exemplo? A programação para 2010 inclui, em Março, a Semana de Teatro Físico e Novo Circo (de 18 a 27), uma experiência totalmente nova no Helena Sá e Costa. "Durante mui-tos anos, o Rivoli foi mostrando o novo circo com alguma regularidade, e quando isso deixou de ser possível, não existiu, no Porto (até agora), um palco que mostrasse o que se vai fazendo nessa área. Estamos a tentar avançar com este projecto para dar espaço a estes projectos, a nível nacional", explica.
Propriedade do IPP, o Teatro Helena Sá e Costa acolhe as produções artísticas da ESMAE, nas áreas de música, teatro, dança e vídeo, enquanto acolhe, em simultâneo, companhias teatrais de todo o país. Esta diversida-de de programação permite-lhe ter um público heterogéneo - que passa pelo próprio corpo docente e estudantil da ESMAE, mas também pelo resto da população, que, defende Luísa Moreira, "tem normalmente escolhas bem definidas em termos daquilo que quer ver".
Este ano, as celebrações do 10.º ani-versário prolongam-se até Dezembro, mas é em Abril que estarão mais em destaque. O aniversário deverá ser assinalado com a estreia mundial do concerto Tuba"n Saxe"s Company marcada para o dia 19. Três dias depois, a 22, será tempo de nova cele-bração, com o espectáculo Canto deIntervenção, promovido pela Associação José Afonso e inserido nas comemorações dos 80 anos de nascimento do "cantautor".
O THSC foi construído de raiz, entre 1996 e 1999, no local onde estava um pátio da antiga Escola Normal, seguindo um projecto do arquitecto Filipe Oliveira Dias. Apesar da sua vocação como teatro-escola, mantém as portas abertas à participação de artistas externos e foi um dos palcos a receber parte da programação oficial da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura."
Artigo de Patrícia Carvalho, in Público
sábado, 10 de outubro de 2009
Concentração contra a transformação do Teatro Sá da Bandeira em hotel low-cost
"Cerca de 100 pessoas, entre os quais alguns actores de renome nacional, juntaram-se ontem à porta do Teatro Sá da Bandeira para impedir que vire um hotel de luxo. Exigem que a Câmara do Porto compre o espaço e o devolva à cidade.
Joel Branco, Carlos Quintas, José Raposo, Alexandre Falcão e Rita Ribeiro foram os actores que aceitaram ser o rosto de um movimento, criado na Internet, para garantir que o Teatro Sá da Bandeira continue a ser uma sala de espectáculos. "Se se fizesse um referendo à população, de certeza que a resposta seria que o Sá da Bandeira continue a ser teatro", assegurou Alexandre Falcão.
Os promotores do movimento dizem que foram informados pela imobiliária que está a vender o "Sá da Bandeira" por 5,5 milhões de euros de que existe um interessado em adquirir o espaço para o transformar num hotel de luxo. "Foi feita uma proposta à Câmara e esta não se manifestou", denunciou Francisco Alves, do Teatro Plástico, por entre gritos de protesto como "O Porto não é um buraco, queremos salas de espectáculo".
Para evitar que o "Sá da Bandeira" vire um hotel, os manifestantes exigem que a Autarquia classifique o interior do espaço. "Só o exterior está classificado. Por isso, nada impede que seja demolido e que apenas se mantenha a fachada", revelou Francisco Alves. "É ridículo classificar-se só a fachada", acentuou Joel Branco.
O segundo passo seria a compra do teatro pela Câmara. "Devia-se fazer-se o mesmo que se fez no Coliseu, que é um caso de sucesso", vincou Francisco Alves, convencido de que o Sá da Bandeira "é mais importante, do ponto de vista histórico, do que o Coliseu".
"A Câmara devia tomar conta do espaço e devolvê-lo à cidade", concordou Rita Ribeiro. "O Sá da Bandeira é a história do teatro do Porto", justificou Carlos Quintas, acusando: "Temos aqui, a uma escala mais pequena, um novo Parque Mayer". Daí que José Raposo tenha sido peremptório em defender que o teatro seja preservado."
in JN
P.S. - Já há uns meses tinha falado neste assunto e parece que finalmente se começa a acordar para esta triste história.
Pena é, que por distracção minha ou omissão da parte deles, não ouvi uma palavra dos vários candidatos à autarquia sobre tal atentado.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Festival de Artes do Palco - Eclipe Total
O Teatro da Vilarinha, o Parque da Cidade, a Estação de São Bento, as praças da Batalha e da Ribeira, as praias de Matosinhos e a Serra do Pilar, em Gaia, são os cenários eleitos para esta sexta edição do festival de artes performativas que, este ano, surge com uma novidade: o lançamento da Cine-TV Eclipse, uma plataforma digital que vai acompanhar, em tempo real, o desenrolar do festival.
"Além da Cine-TV, a novidade reside essencialmente nos espectáculos que vão ser apresentados", conta António Rodrigues, director artístico da Eclipse Arte. A peça O Mestre e o Discípulo vai ser, de acordo com António Rodrigues, "um dos pontos altos do festival". Este é uma peça que fecha o ciclo O Coração do Actor que a Eclipse Arte desenvolve desde 2006, tendo como tema central o Actor Santo.
António Rodrigues refere ainda que um dos aspectos positivos do festival é apostar "no lançamento de artistas emergentes", destacando nomes de Júlia Oliveira, que promete, no dia 5, despertar os sentidos do público com uma actuação "cantada e contada", de Giancarlo de Aguiar, responsável pela direcção de um workshop dedicado ao "desenvolvimento dos arquétipos representantes dos atributos humanos" que tem início no dia 8, e de Daniela Andana Ferreira, jovem bailarina que vai apresentar uma performance de dança.
Este 6.º Festival de Artes do Palco tem como lema Cada ser... uma só voz, numa tentativa de mostrar que é possível "agregar diversos artistas numa linguagem harmonizada", seja através da música, do teatro, do cinema ou da dança. "Esta é uma forma de enriquecer o público", esclarece António Rodrigues.
O Eclipse Total vai dar a oportunidade a jovens talentos de participarem no Estágio Internacional de Jovens Actores e Performers, na sequência do qual podem ser integrados na Eclipse Companhia de Arte"
in Público
sábado, 15 de agosto de 2009
Isabel Alves Costa

Nas minhas frequentes idas ao Rivoli era comum vê-la por lá, uma directora artística verdadeiramente presente. A ela devo o facto de apreciar Novo Circo, ao ter o "rasgo" de apostar nessa forma de expressão ao integrando-a na programação regular do Rivoli. Mas fica também na memória a única vez em que a vi em palco, que coincidiu com a sua última aparição em cena, dado que já há muito tinha enveredado pela vertente de programadora e dinamizadora cultural em vez de actriz. De qualquer forma, foi muito curioso assistir à encenação de Tio Vânia, onde participou e ter a oportunidade única de a ver do outro lado, no palco, por onde já não passava há largos anos.
Morreu Cavaleira das Artes (JN)
sábado, 8 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Bisturi - nova companhia de teatro no Porto
"O Porto viu nascer mais um grupo de teatro. Saído das fileiras da Academia Contemporânea do Espectáculo, o Bisturi integra dez elementos cheios de vontade de fazer coisas. A estreia teve a chancela da Palmilha Dentada.
"Espera aí que eu quero falar contigo" foi o espectáculo com que sete elementos do Bisturi fizeram a sua prova de aptidão profissional. Apresentaram-no no Teatro do Bolhão, durante uma curta carreira, e acreditam ter um núcleo sólido. "A opção foi esta: em vez de sermos free-lancers e de andarmos de casting em casting, decidimos juntar-nos e formar um grupo em que todos tivessem oportunidade de trabalhar", diz Cátia Guedes, de 21 anos.
Ao lado de Cátia, estão Inah Santos, Pedro Roquette, Tiago Araújo, Catarina Campos Costa, Joana Neto Brás e André Loubet. A eles se juntam ainda Ana de Jesus, Carlos Gonçalves e Rita Lagarto, os três que fizeram a prova de aptidão com outra peça, pela mesma altura, mas no Palácio Conde do Bolhão. São estes os mosqueteiros do Bisturi. As idades vão dos 17 aos 24. Os sonhos, até onde calhar. Sobre o nome do grupo, cabe a Tiago dar a explicação: "Não sei se significa bem um corte. É mais uma abertura para uma renovação. Não queremos criar uma ruptura, mas criar uma renovação. Somos pessoas muito jovens e o que pretendemos é dar uma onda de jovialidade e frescura ao teatro da cidade". Diz ainda que "é raro haver jovens a dar a cara", para logo acrescentar: "Nós demos esse passo".
Este núcleo de jovens actores funciona como uma base, a partir da qual se traçam dois objectivos. "Continuar com coisas individuais e também reunir o grupo para partilhar coisas que levem a bons espectáculos ou, pelo menos, a espectáculos que sejam nossos", acrescenta Tiago. "Estamos a ver isto também como uma forma de lutar por aquilo com que nos identificamos", atalha Inah.
Em suma, cada um pretende fazer uma especificação e depois levá-la para o colectivo. Ideias não faltam: clown, marionetas, dança contemporânea, trabalho de voz, música e teatro físico são algumas das áreas que querem explorar individualmente. "Quanto mais rico for o leque, mais interessante pode ser o cruzamento", afirma Catarina, que não esconde o desejo de continuar a sua formação em Paris. Tal como André, para quem o Bisturi nasceu como forma de "conciliar vontades com aquilo que a cidade precisa".
Da parte da escola que os formou, os elementos do grupo contam com mais do que uma palavra de encorajamento. "É importante que percebam que podemos apoiá-los, cedendo-lhes, por exemplo, espaços para ensaios, para representar e equipamentos a custos e condições muito especiais", garante Pedro Aparício, que assume, com António Capelo, a direcção da Academia Contemporânea do Espectáculo. Nos últimos anos, dali saíram quatro companhias que se mantêm no activo: As Boas Raparigas, Teatro Bruto, Teatro Plástico e, mais recentemente, Teatro da Didascália. Agora, aparece o Bisturi. Sobre o nascimento do novo grupo, Pedro Aparício afirma: "É muito corajoso pretenderem lançar um projecto num contexto profundamente precário". E o que pode a academia fazer? "Ajudá-los a ter pernas para andar", conclui."
Artigo de Isabel Peixoto in JN
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Teatro Sá da Bandeira à venda

Já ando para dissertar sobre isto há algum tempo e não passa de hoje:
Desde há 3 ou 4 meses que o Teatro Sá da Bandeira no Porto, um dos mais antigos da cidade, está à venda. A grande surpresa é que poderá ser vendido para qualquer fim!! Ou seja, pode vir a ser um edifício de escritórios, bloco de apartamentos, hotel...etc e tal...desde que, se mantenha a fachada! Não querendo dizer que a fachada deve vir abaixo, entendo eu que a mesma é o que menos interessa. Tendo em conta o contexto, é mais que óbvio que a fachada deve ser património a proteger, mas mais património ainda será o INTERIOR e aquele magnífico teatro " à italiana".
Na comunicação social pouco tenho lido e visto sobre o assunto, por responsáveis políticos...ZERO...por personalidades da cidade...quase nada. Estou para ver se quando efectivamente for vendido para algum fim que não seja o natural (teatro, cinema, dança), alguém acorde para o absurdo da situação...eventualmente tarde demais, como se a cidade tivesse um excesso de espaços com esta importância
A solução poderia ser bastante "simples": o senhor La Féria desamparava a loja do Rivoli, e o Rivoli voltava a ter a função de teatro municipal, onde o Estado cumpriria a sua função de assumir uma programação abrangente e diversificada, albergando várias formas de artes performativas em vez da programação monotemática, e o La Féria gastava dinheiro do seu bolso, comprando o Sá da Bandeira, requalificando-o, à semelhança do que se passou com o Politeama em Lisboa (bem, a meu ver). Claro que idealmente, dispensava que o La Féria fosse para o Sá da Bandeira, mas antes isso do que a demolição que parece ser uma forte possibilidade.
Já agora, seria interessante saber o que a candidata do PS à Câmara Municipal do Porto tem a dizer sobre o assunto, se é que já pensou sobre ele.
Para concluir, e voltando atrás, como é possível que legalmente haja a possibilidade de mandar abaixo aquele teatro? (ok...a fachada fica...)
sábado, 25 de outubro de 2008
Theatro Circo
"Já há um retrato do público do Theatro Circo: são as mulheres, os jovens e os bracarenses quem mais frequenta a sala de espectáculos. Os dados fazem parte de um estudo realizado, no ano passado, pela Universidade do Minho (UM). A dois dias de cumprir os primeiros dois anos desde a reabertura, o teatro já recebeu cerca de 150 mil pessoas nos seus dois palcos.
O estudo da UM, encomendado pelo Theatro Circo (TC), e que será apresentado em breve ao conselho de administração, revela que o seu público é maioritariamente feminino: 57 por cento dos espectadores. Há também um predomínio dos espectadores jovens - 42 por cento dos que o visitaram têm entre 21 e 30 anos e apenas 10 por cento tem mais de 40.
A esmagadora maioria dos que assistem aos espectáculos na sala bracarense são "vizinhos". O estudo da UM mostra que 67 por cento dos espectadores vivem em Braga. O Porto aparece em segundo lugar (7,2 por cento), seguindo-se Guimarães (2,9).
Paulo Brandão, o programador do TC, não está surpreendido com os números. "A maior presença de mulheres é notória. Penso que têm outro tipo de apetências", explica. Brandão sabe também por que é que o público do TC é maioritariamente jovem: "Braga é uma das cidades mais jovens do país e, apesar de haver uma ideia feita de que a universidade está distanciada da cidade, penso que não é verdade." Os números dão-lhe razão: 22 por cento dos espectadores são estudantes, revela o estudo.
No primeiro ano de funcionamento, o Theatro recebeu, além dos 750 mil euros anuais destinados pela Câmara de Braga, um apoio do Programa Operacional de Cultura. Esse facto, permitiu "trabalhar de uma forma muito diferente", recorda Paulo Brandão. Mas, com o fim do apoio do Estado, dois anos depois da reabertura, debate-se com problemas orçamentais, que levaram a um emagrecimento da estrutura. "A administração achou que havia lugar para alguma contenção de custos e tiveram que sair algumas pessoas. Gostaria que fosse de forma diferente", lamenta Paulo Brandão.
A programação também se ressentiu. Os grandes nomes internacionais, que marcaram os primeiros tempos do "novo" Circo, praticamente desapareceram da programação nos últimos meses e o festival do burlesco Burla, um evento único na Europa, que foi uma forte aposta em 2007, regressa no próximo mês, mas em versão reduzida: são apenas dois espectáculos, metade dos que foram programados no ano passado.
"Gostaria de ter um orçamento melhor que nos permitisse outra liberdade a nível de programação e de gestão de pessoal", salienta o director artístico. Mas Paulo Brandão diz que trabalha com aquilo que lhe é permitido e, nesse sentido, está "satisfeito com a programação" do Circo."
in Público
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Trama 2008
"Um grupo de pessoas que vivem em condições marginais descobre uma forma artística e económica de sobreviver, ao representar-se e ao usar as suas casas como cenários. Actores profissionais e ocasionais, realizadores de cinema e poetas da vila, produtores estrangeiros e donas de casa que se tornaram actrizes principais encontram-se e envolvem-se no mesmo projecto artístico. Encontros e desencontros de dois mundos aparentemente opostos. Uma vila miserável adaptada e transformada num enorme plateau de cinema..."
domingo, 5 de outubro de 2008
Cabaret Molotov

Aprendi a apreciar Novo Circo no Teatro Municipal Rivoli, no tempo em que tinha uma programação de enorme qualidade e que por grande empenho da directora artística, Isabel Alves Costa, começou incluir na programação da casa esta nova forma de arte já muito desenvolvida em França. Entretanto, surgiu a Circolando, uma excelente companhia de Novo Circo cá do burgo. Espectáculos como "Giroflé" ou "Cavaterra" deixaram o espectador deslumbrado com as suas cenografias e poeticidade de linguagem corporal.
Agora, nas comemorações dos 20 anos do Teatro de Marionetas do Porto, podemos ver ou rever a incursão desta companhia pela arte do Novo Circo, com o espectáculo" Cabaret Molotov", que estará em cena no Mosteiro de S. Bento da Vitória de 9 a 19 de Outubro.
A minha expectativa é grande!! (pelo menos a banda sonora promete: Yann Tiersen, Gotan Project, Kurt Weill...)
Adenda: vou-me ficar pelo que me descreveram...não venci a apatia desta vez.


